terça-feira , 7 julho 2026
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STF critica articulação de Tarcísio de Freitas por anistia durante julgamento

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão incomodados e criticando as articulações do governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas, para aprovação de uma anistia para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante o julgamento da ação penal do golpe.
Os magistrados já haviam recebido muito mal a fala do governador de que ele “não confia” na Justiça que está realizando o julgamento de Bolsonaro.
Um ministro classificou o comentário do governador de um “absurdo”, principalmente sendo feito por um político que gosta de dizer que tem boa interlocução com o Supremo.
Filiação de Tarcísio ao PL depende do plano para 2026, avaliam aliados
Agora, a decisão do governador de comandar uma negociação a favor de Bolsonaro antes mesmo do final do julgamento está gerando muito incômodo e críticas dentro do STF.
Segundo ministros, ele deveria pelo menos aguardar o final do julgamento. A avaliação de magistrados é que o governador decidiu conquistar de vez o apoio do ex-presidente e de seus aliados para uma candidatura à Presidência e está fechando portas no STF.
Enquanto ocorre o julgamento da ação penal, o fato é que ganhou força em Brasília o movimento para votar um projeto de anistia aos golpistas de 8 de janeiro de 2023, que também beneficie o ex-presidente Bolsonaro.
A ideia ganhou tração com a entrada nas articulações de líderes do Centrão e do governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas.
PP e União Brasil formalizaram o apoio à votação da proposta. O PSD, de Gilberto Kassab, passou a defender a colocação de um projeto em pauta, mas sem ainda se comprometer sobre a proposta até que haja um texto concreto.
O MDB ainda não aderiu, mas tem deputados defendendo a ideia. A avaliação do Palácio do Planalto e de lideranças do governo na Câmara é que realmente o movimento cresceu muito e que já não dá mais para garantir que não irá a votação um projeto de anistia inclusive para Bolsonaro.
O próprio presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse nesta terça (2), ao chegar à Câmara, que o movimento cresceu e que isso pode levar à colocação do tema em pauta nos próximos dias.

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