quinta-feira , 8 outubro 2026
Lar Política STF conclui julgamento, nega recurso e mantém ex-jogador Robinho preso por estupro coletivo
Política

STF conclui julgamento, nega recurso e mantém ex-jogador Robinho preso por estupro coletivo


O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por 10 votos a 1 rejeitar um novo recurso do ex-jogador Robinho. Com isso, ele seguirá preso enquanto cumpre pena de 9 anos de prisão por estupro coletivo, crime cometido em 2013, na Itália.
Caso Robinho: documentário traz o depoimento inédito da vítima do ex-jogador
O julgamento foi feito no plenário virtual da Corte. A defesa do ex-jogador questionava decisão do próprio STF que confirmou o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de validar a sentença da Itália e determinar o imediato cumprimento da pena no Brasil.
Os advogados de Robinho alegaram que a prisão é ilegal porque o crime ocorreu antes da Lei de Migração, sancionada em 2017. Eles questionavam a possibilidade de aplicar a norma de forma retroativa uma regra mais dura para autorizar o cumprimento da pena no país.
Robinho está preso desde março de 2024, em Tremembé (SP). A vítima é uma mulher albanesa, e o caso ocorreu em uma boate, quando Robinho jogava pelo Milan.
A condenação foi confirmada em última instância na Justiça italiana em 2022, e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) homologou a pena para cumprimento no Brasil, já que o ex-jogador é brasileiro nato e não pode ser extraditado.
Robinho foi preso em 2024.
Fábio Pires/TV Tribuna e reprodução
Tentativa de rediscussão
Relator do caso, o ministro Luiz Fux afirmou que a defesa tentava rediscutir temas já analisados pelo Supremo.
O ministro ressaltou que o trecho da Lei de Migração apontado pela defesa não tem natureza penal. Isso porque a norma não modifica a condenação, o regime de cumprimento ou a duração da pena e envolve apenas o local de cumprimento da sanção. Com isso, a norma seria aplicada a todos que se enquadram nas disposições.
O voto de Fux foi seguido pelos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, André Mendonça e Cristiano Zanin, Edison Fachin, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Luís Roberto Barroso e Nunes Marques.
Divergência
O ministro Gilmar Mendes foi o único a votar pela liberdade de Robinho e pela derrubada da decisão do STJ que permitiu o cumprimento no Brasil de uma pena imposta pela Justiça italiana a Robinho.
Mendes afirmou que o artigo 100 da Lei de Migração, de 2017, que trata da execução de pena estrangeira, não pode ser aplicado ao caso de Robinho de forma retroativa. Isso porque o crime pelo qual o ex-atleta foi condenado na Itália ocorreu em 2013.
Mendes disse ainda que, mesmo sendo validada pelo STJ a execução da pena definida pela Justiça da Itália, a prisão não poderia ter ocorrido sem que todas as chances de recursos tivessem sido esgotadas.

Artigos relacionados

Estudantes fazem ato no Rio de Janeiro em defesa de voto em Lula

Estudantes organizaram nesta quarta-feira (7) um ato no Rio de Janeiro em...

Flávio Bolsonaro recebe apoio de partidos e fala em mudar Constituição

O candidato do PL à presidência da República, Flávio Bolsonaro, obteve apoio...

Lula cobra Flávio Bolsonaro sobre apoio ao fim da escala 6×1

O candidato à reeleição nas eleições 2026, Luiz Inácio Lula da Silva,...

Confira a agenda dos presidenciáveis nesta quarta-feira (7)

Os candidatos que disputam o segundo turno das eleições à Presidência da...