segunda-feira , 6 abril 2026
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PRF recomenda demissão de policial que matou mulher e feriu outra em abordagem na BR-040


A corregedoria da Polícia Rodoviária Federal (PRF) recomendou ao Ministério da Justiça a demissão do policial Thiago da Silva de Sá que matou uma estudante de enfermagem e feriu outra mulher durante uma abordagem na rodovia Washington Luís, no Rio de Janeiro, em junho de 2023.
Essa recomendação foi encaminhada ao Ministério da Justiça, que tem a palavra final sobre a punição ao policial.
Sá fazia parte de uma equipe formada por quatro agentes da PRF que abordou o carro onde estavam a estudante de enfermagem Anne Caroline Nascimento Silva e o marido dela.
Fotos do carro em que Anne Caroline estava com o marido
Arquivo pessoal
O casal voltava de uma comemoração em um restaurante quando passou a ser perseguido pelos policiais. Em depoimento, o marido de Anne Caroline disse que, antes que houvesse ordem de parada, o policial disparou.
Sete tiros de fuzil atingiram o carro e um dos disparos acertou Anne Caroline. Ela foi levada ao hospital, mas não resistiu.
Um dos tiros atingiu ainda outro veículo que passava pela região na hora da abordagem. A passageira, a diarista Claudia dos Santos, foi ferida no peito, mas se recuperou.
A investigação apontou que todos os disparos foram feitos pelo policial Thiago da Silva de Sá. Por isso, a corregedoria da PRF recomendou a demissão apenas para ele.
Anne Caroline Nascimento Silva
Reprodução/TV Globo
Policiais são réus
Em abril do ano passado, a Justiça aceitou denúncia feita pelo Ministério Público Federal e tornou os quatro policiais réus pela morte de Anne Caroline e pela lesão a Claudia.
Eles foram denunciados pelo MPF por homicídio qualificado, fraude processual, tentativa de homicídio e lesão corporal grave por negligência.
A Justiça acatou as acusações de homicídio tentado e consumado, bem como de lesão corporal culposa, apenas em relação a Sá e ao policial Jansen Vinicius Pinheiro Ferreira, acusado de ter induzido o colega a atirar.
Além disso, Sá, Ferreira e os outros dois colegas, Diogo Silva dos Santos e Wagner Leandro Rocha de Souza, são réus por fraude processual.

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