quinta-feira , 5 fevereiro 2026
Lar Política Presa em Roma, Zambelli deve passar por audiência de custódia nesta sexta
Política

Presa em Roma, Zambelli deve passar por audiência de custódia nesta sexta


Carlo Zambelli será apresentada à Justiça da Itália na sexta-feira
A deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) deve passar passar por um audiência de custódia na Itália, nesta sexta-feira (1°). Ela está detida no presídio feminino de Rebibbia, a meia hora do centro de Roma.
No procedimento, a Justiça local poderá relaxar a detenção ou dar prosseguimento ao pedido de extradição feito pelo Brasil.
A deputada, que tem cidadania italiana, foi presa em Roma nesta terça-feira (29) pela polícia da Itália.
Ela tinha fugido para o país europeu depois de ter sido condenada pelo STF a 10 anos de prisão no caso da invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Antes, passou pelos Estados Unidos.
Foto de arquivo de 15/05/2025 da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) durante uma coletiva de imprensa na sede de seu partido no bairro de Moema, na zona sul da cidade de São Paulo.
Felipe Rau/Estadão Conteúdo
AGU acompanha o caso
Nesta quinta (31), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que a Advocacia-Geral da União (AGU) acompanhe e tome providências sobre a extradição da deputada para o Brasil.
Com isso, a órgão do governo brasileiro vai acompanhar o processo e pode informar, na tramitação da ação penal, sobre o andamento da extradição.
O Brasil já deu entrada formal no pedido de extradição da deputada para que ela cumpra a pena de prisão em solo brasileiro.
O advogado de Carla Zambelli declarou que vai trabalhar para que ela não seja extraditada.
Caso o pedido de extradição seja aceito, Zambelli disse ainda que vai pedir para cumprir pena na Itália. Segundo advogados consultados por ela e autoridades brasileiras, esse é um processo longo, que deve durar de seis meses a um ano e meio.
O que acontece após a prisão de Zambelli
Prisão na Itália
Carla Zambelli estava morando com o pai em condomínio, a 20 km do centro de Roma. A visita de parentes teria ajudado a revelar o seu esconderijo.
A Itália pode extraditar seus cidadãos com base em tratados bilaterais ou internacionais. No caso do Brasil, há precedente.
Em 2015, a Justiça italiana autorizou a extradição do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato – que também tem dupla cidadania.
Ele tinha fugido para a Itália depois de ser condenado no processo do Mensalão por corrupção, peculato e lavagem de dinheiro.

Artigos relacionados

Quebra do sigilo do Banco Master sai da pauta da CPMI do INSS

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador...

Não há mais razão para manter escala 6×1 e jornada de 44h, diz senador

A redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e o...

Governo vai triplicar incentivo fiscal para socorrer indústria química

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin,...

Lula defende que luta contra feminicídio deve ser sobretudo dos homens

Ao assinar o decreto que institui o Pacto Nacional Brasil contra o...