segunda-feira , 15 junho 2026
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Ministro elogia STF em meio a crise do Master citando revista Vox

Em meio à crise institucional desencadeada pelo escândalo do Master, o decano do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes publicou em sua página no X mais um elogio à Corte. Para o ministro, a atuação do STF garantiu que não houvesse “ruptura”, citando uma reportagem da revista estrangeira Vox com elogios à democracia brasileira.

“Poderíamos hoje estar narrando uma trajetória de ruptura no Brasil. Não foi o que ocorreu. O país se tornou exemplo de defesa democrática para o mundo”, afirmou Mendes. O ministro refere-se à atuação do STF antes, durante e depois das eleições de 2022, conforme narrado pela revista. A publicação compara as instituições americanas às brasileiras, concluindo que os EUA teriam “muito a aprender” com o exemplo das “mais novas”.

O próprio artigo da revista Vox, no entanto, traz críticas e questiona a aquisição de “poderes extraordinários” pelos magistrados. A revista afirma que o ministro Alexandre de Moraes, com apoio dos colegas, exerceu poderes “com agressividade”, como o de afastar o governador do Distrito Federal, prender pessoas “sem julgamento” se fizessem manifestações consideradas ameaçadoras nas redes sociais e de investigar e depois julgar o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Citando comentaristas de centro-esquerda, como o jornalista Pedro Doria, o texto da revista de tom progressista afirma que tais poderes trariam “efeitos colaterais perigosos” ao Brasil.

Notas da comunidade

Gilmar Mendes tem o costume de defender a Corte nas redes sociais. Neste ano, o ministro já publicou uma comemoração ao arquivamento da suspeição de Dias Toffoli na relatoria do caso Master. Na ocasião, ele recebeu uma “nota da comunidade” (recurso de checagem colaborativo da plataforma) corrigindo-o e citando artigos jurídicos que tratam de suspeição.

Em outra mensagem na qual defendia o STF na figura de Toffoli, Mendes recebeu mais uma nota da comunidade apontando alegadas suspeições na trajetória do ministro. Toffoli acabou depois abrindo mão da relatoria do caso Master em troca de apoio dos colegas.

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