sexta-feira , 27 março 2026
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Gleisi acusa Ciro Nogueira de “espalhar mentiras” sobre IOF

A ministra Gleisi Hoffmann (PT-PR), das Relações Institucionais, acusou o senador Ciro Nogueira (PP-PI) de “espalhar mentiras” sobre o decreto que pretendia aumentar a alíquota do IOF, e que ele trabalha “contra o país” ao fazer essas alegações.

O ataque ocorreu nesta quarta (9) pouco depois do senador afirmar, em uma entrevista à GloboNews, que o aumento do imposto afetaria diretamente a população de baixa renda no país.

“Ciro Nogueira, presidente do PP, foi à TV hoje espalhar mentiras sobre o decreto do IOF. A medida não afeta e nunca afetou o crédito das pessoas físicas, que não teve alteração. […] Falar mentiras como essa, na TV e nas redes sociais, não é fazer oposição ao governo. É trabalhar contra o país, o que marcou o desgoverno em que Ciro Nogueira foi ministro”, disse em uma rede social.

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Ciro Nogueira foi ministro da Casa Civil do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que Gleisi afirma ter instituído uma alíquota de 6,39% no IOF, ao contrário do decreto do atual governo que previa 3,5% sobre transações internacionais.

“Deveria se lembrar também que o IOF sobre transações internacionais, que o decreto estipula em 3,5%, era de 6,38% no governo de Bolsonaro”, afirmou a ministra.

Mais cedo, Ciro Nogueira disse que não seria contra o aumento do IOF para transações de quem viaja ao exterior e que poderia colocar este ponto em discussão. No entanto, qualquer imposto que atinja as pessoas de baixa renda não será aceito pelo Congresso.

“O IOF, se não for isento para as pessoas de baixa renda, financiamento da geladeira, o supermercado, a antecipação de receita para as pequenas empresas, nós não aceitamos em hipótese nenhuma”, disse.

O decreto que aumentava as alíquotas do IOF faz parte de um pacote de medidas do governo federal para equilibrar as contas públicas. As mudanças atingem operações de crédito, câmbio e produtos como os planos de previdência privada do tipo VGBL.

A proposta, no entanto, a proposta foi derrubada pelo Congresso e abriu uma grave crise entre o Planalto e o Legislativo. A disputa foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu tanto o decreto do governo como o de suspensão aprovado pelos parlamentares e marcou uma audiência de conciliação para o próximo dia 15.

A crítica de Nogueira ao governo tem, ainda, um ponto delicado que é a presença do seu partido, o PP, na Esplanada dos Ministérios. Enquanto que ele prega oposição ao governo, o correligionário André Fufuca é titular da pasta do Esporte.

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