sexta-feira , 29 agosto 2025
Lar Política Galípolo diz que estouro da meta de inflação foi causado por câmbio, custo de energia elétrica e economia aquecida
Política

Galípolo diz que estouro da meta de inflação foi causado por câmbio, custo de energia elétrica e economia aquecida

Carta do Banco Central destaca que gasolina, café, vestuário, automóveis e serviços subiram mais do que o previsto, pressionando a inflação acima da meta. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, atribuiu o estouro da meta de inflação em 2025 à atividade econômica aquecida, ao câmbio, ao custo da energia elétrica, além de anomalias climáticas.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, teve alta de 5,35% no acumulado dos últimos 12 meses –de julho de 2024 a junho de 2025.
O resultado ficou acima do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A meta para o ano era de 3% e seria considerada formalmente cumprida se ficasse em um intervalo entre 1,5% e 4,5%.
Pela nova regra da meta contínua — em vigor desde janeiro — há descumprimento quando a inflação oficial permanece fora do intervalo de tolerância por seis meses consecutivos. Foi exatamente o que ocorreu. Desde janeiro, a inflação tem ficado acima da meta. Portanto, com a divulgação do resultado de junho, o índice completa seis meses fora do limite estabelecido.
Por isso, o Banco Central publicou nesta quinta-feira (10) uma carta aberta encaminhada ao ministro da Fazenda e presidente do CMN, Fernando Haddad, na qual explica os fatores que levaram a inflação a terminar fora do limite máximo.
“A atividade econômica surpreendeu positivamente, com crescimento do PIB acima do esperado e mercado de trabalho bastante aquecido, refletindo aumento do consumo das famílias e do investimento. As expectativas de inflação se desancoraram, especialmente, ao longo do segundo semestre de 2024. A taxa de câmbio apresentou valorização do dólar frente ao real, com impacto direto nos preços de bens importados e nas expectativas de inflação”, diz a carta.
O documento cita ainda “os efeitos de anomalias climáticas” e “a piora do cenário hídrico resultou em mudanças da bandeira tarifária de energia que pressionaram a inflação”.
“Houve altas mais intensas que as antecipadas no preço da gasolina, na inflação subjacente dos preços de serviços, nos preços de alimentos industrializados (em particular, do café) e nos preços de alguns bens industriais, como os do vestuário e de automóveis”, diz a carta.

Artigos relacionados

Ao dar primeiro passo para acionar Lei da Reciprocidade, Itamaraty aponta 'ingerência dos EUA'

Ao dar o primeiro passo para acionar a Lei de Reciprocidade Econômica...

Orçamento 2026: governo propõe R$ 1 bilhão para fundo eleitoral, a ser retirado das emendas

A equipe econômica enviou nesta sexta-feira (29) ao Congresso Nacional a proposta...

Eduardo Bolsonaro pede à Hugo Motta que possa exercer mandato dos EUA

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) informou que encaminhou um ofício ao...

Sala da Primeira Turma do STF passa por obras antes do julgamento da trama golpista

Seu principal adversário político, o presidente Lula, afirmou nesta semana que o...