quinta-feira , 19 março 2026
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FPA critica fiscalização do frete e risco de greve

Nesta quinta-feira (19), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) manifestou forte preocupação com as novas medidas de fiscalização do piso mínimo do frete. O governo federal endureceu as regras para evitar uma greve de caminhoneiros motivada pela alta do diesel no cenário internacional.

Quais são as novas medidas de fiscalização anunciadas pelo governo?

O Ministério dos Transportes e a ANTT decidiram implementar um monitoramento eletrônico em 100% das operações de carga. As empresas que descumprirem o pagamento do piso mínimo aos caminhoneiros podem sofrer suspensão do registro, cassação em casos graves e impedimento de fechar novos contratos de transporte.

O que motiva a resistência do setor agropecuário a essas regras?

O setor argumenta que o modelo da ANTT é desconectado da prática de mercado. Para os produtores, a tabela atual não considera variáveis essenciais, como o frete de retorno (quando o caminhão volta vazio), as diferenças entre cada região do Brasil e a diversidade específica de cada tipo de carga transportada.

Como esse endurecimento pode afetar o preço dos alimentos?

O agronegócio é responsável por quase um quarto do PIB brasileiro e depende do transporte rodoviário para levar soja, milho e carnes aos portos. Segundo a bancada ruralista, o aumento artificial dos custos logísticos gera perda de eficiência e diminui a competitividade do país, o que acaba encarecendo a produção.

Qual é a relação entre a guerra no Oriente Médio e o frete no Brasil?

O conflito internacional pressiona o preço do petróleo, elevando o custo do diesel, que é o principal gasto dos transportadores. Para evitar que essa alta paralise o país, o governo tenta garantir o cumprimento do piso do frete, mas o agro pede que o foco seja na estabilidade energética e na revisão da mistura obrigatória de biodiesel.

O que os caminhoneiros dizem sobre o plano do governo federal?

Lideranças da categoria afirmam que o setor está em estado de paralisação. Eles aguardam a publicação oficial das normas no Diário Oficial para avaliar se o travamento eletrônico contra empresas infratoras será suficiente para atender suas demandas e cancelar a previsão de greve nacional.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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