quinta-feira , 2 abril 2026
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Estatais somam R$ 568 milhões ao déficit em fevereiro, aponta BC

Enquanto estados e municípios fecharam fevereiro com um superávit de R$ 13,7 bilhões, o governo federal enfrentou um déficit de R$ 29,5 bilhões. As estatais somaram mais R$ 568 milhões a um rombo que já passa de R$ 10,5 bilhões nos últimos 12 meses. Os dados são do relatório de estatísticas fiscais do Banco Central (BC), divulgado nesta terça-feira (31).

O agravamento no rombo das estatais ocorre em meio à tentativa dos Correios de implementar um plano de restruturação. A empresa anunciou, entre outras medidas, a venda de imóveis, um plano de demissão voluntária e a instituição da jornada 12×36 em algumas funções.

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O documento mostra ainda uma alta nos juros da dívida pública de R$ 6 bilhões no mesmo período. Tudo isso reflete em uma dívida pública líquida no setor público de R$ 8,4 trilhões, o que equivale a 65,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Na soma entre governo federal, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), estados e municípios, o valor é de R$ 10,2 trilhões, ou 79,2% do PIB.

Nesta segunda-feira (30), o BC revelou um déficit primário de R$ 30 bilhões do governo federal em fevereiro. Agora, incluindo os juros na conta, temos o déficit nominal de R$ 100,6 bilhões.

De acordo com a autoridade monetária, a inflação e a taxa básica de juros (Selic) se somaram ao endividamento como fatores que agravaram o aumento dos juros nominais.

Na última ata do Comitê de Política Monetária (Copom), havia a expectativa de uma consideração maior ao contexto da guerra no Oriente Médio. Apesar de citar o contexto global, o colegiado considerou as “incertezas sobre a estabilização da dívida pública” e o “esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal”. As considerações serviram de embasamento para um corte mais tímido na Selic, de 0,25%.

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