sexta-feira , 3 julho 2026
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Em reunião com sindicalistas, relator do PL da Dosimetria diz que é momento de deixar 'poeira baixar' e não dá prazo para votação


O relator do projeto da Dosimetria, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), disse a sindicalistas nesta terça-feira (30) que o momento é de esperar a “poeira baixar” e evitou dar prazo para a votação da proposta que pode reduzir as penas dos envolvidos na tentativa golpista em 2022.
O deputado, que tem a vida política ligada ao movimento sindical, recebeu as seis maiores centrais sindicais do país nesta tarde na Câmara.
Paulinho afirmou que agora é a hora de conversar e afinar a estratégia, principalmente com o Senado, e esperar passar a imagem ruim que colou na Câmara após a votação da PEC da Blindagem.
A relação entre as duas casas azedou depois que os senadores enterraram a proposta aprovada pelos deputados. O texto previa votação secreta para autorizar a prisão e a abertura de ação penal contra parlamentares.
Centrais divulgam nota contra anistia
Relator do PL da ‘Dosimetria’ faz nova rodada de reuniões com partidos
Após a reunião, as centrais divulgaram uma nota contrária à anistia dos envolvidos na tentativa de golpe.
“Vamos virar a página da nossa história. Nossa Constituição é clara, para esses crimes não há anistia e nem perdão. Para que viremos a página da nossa trágica história golpista, devemos ir até o fim com aquilo que os constituintes em 1988 outorgaram: o golpismo será punido. Que assim o seja até o fim”, diz a nota.
“Por isso, mais uma vez, manifestamos nosso apoio aos esforços de diálogo e de construção de entendimentos em torno do fortalecimento das instituições, da igualdade de direitos, da transparência, do bom uso dos recursos públicos, mas sem anistia”, completa o documento.
Assinam o manifesto:
Sérgio Nobre, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT)
Miguel Torres, presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT)
Adilson Araújo presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)
Moacyr Tesch Auersvald, presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST)
Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros)
As centrais também aproveitaram o encontro para discutir a pauta trabalhista em tramitação na Casa, como a correção da tabela do Imposto de Renda, a tributação das pessoas de alta renda e redução da jornada de trabalho com o fim da escala 6×1.
Deputado Paulinho da Força durante fala na Câmara dos Deputados
Billy Boss/Câmara dos Deputados

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