quinta-feira , 19 fevereiro 2026
Lar Economia Dino proíbe que Congresso vote novos “penduricalhos” acima do teto
Economia

Dino proíbe que Congresso vote novos “penduricalhos” acima do teto

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), reforçou nesta quinta (19) uma decisão anterior que proibia o pagamento de “penduricalhos” ilegais no serviço público nos Três Poderes e proibiu o Congresso Nacional de votar novos projetos de lei que caminhem neste sentido.

Em um novo despacho, o ministro ainda reforçou que caberá ao STF decidir sobre estes pagamentos acima do teto caso o Poder Legislativo não regulamente dentro do que diz a Constituição. A decisão, no entanto, não afeta salários determinados por lei.

“É vedada a aplicação de qualquer legislação nova sobre parcelas remuneratórias e indenizatórias que ultrapassem o Teto Constitucional. Essa determinação vale inclusive para a edição de novos atos normativos pelos Poderes ou órgãos constitucionalmente autônomos”, pontuou na decisão (veja na íntegra).

VEJA TAMBÉM:

  • MPF arquiva acusação de genocídio contra Bolsonaro: “opinativo”

Em outro trecho, Flávio Dino mantém o prazo de 60 dias para que os órgãos atingidos pela decisão publiquem as verbas indenizatórias que pagam aos seus servidores, com a indicação das leis específicas que embasam estas remunerações. No caso de um pagamento sem previsão constitucional, o ministro pede uma justificativa que permite a remuneração.

“No plano jurisdicional, caberá exclusivamente ao STF examinar a fixação de regime transitório, caso o Congresso Nacional não cumpra o seu dever de legislar e mantenha a omissão inconstitucional. Renova-se o já formulado apelo ao legislador”, seguiu na decisão.

Com essa nova decisão, Dino reforça a necessidade dos órgãos públicos de revisarem e suspenderem os pagamentos acima do limite permitido por lei.

A decisão monocrática de Dino deve ser analisada pelo plenário do STF na próxima semana.

Há cerca de duas semanas, Dino proibiu o pagamento das chamadas “verbas indenizatórias” acima do teto constitucional de R$ 46.366 a todos os servidores do serviço público, num ato impulsionado pela votação de projetos de lei na Câmara e no Senado que concederam reajuste e gratificação de até 100% para os servidores do Legislativo.

Na decisão de Flavio Dino, o ministro advertiu para o que chamou de uso indevido das chamadas “verbas indenizatórias” que, na prática, serviriam para “turbinar salários” e ultrapassar o limite previsto na Constituição. Dino declarou que apenas verbas indenizatórias “expressamente previstas em lei” podem ficar fora do teto, conforme entendimento já consolidado pelo STF.

Artigos relacionados

Brasil exporta até pênis bovino para o mercado asiático

Maior exportador mundial de carne bovina, o Brasil não fatura apenas com...

economia cresce menos em 2025 e aponta desaceleração

A economia brasileira perdeu força em 2025 e cresceu 2,5%, segundo o...

Brasil precisa de plano fiscal crível para voltar a ter grau de investimento

O Brasil voltará a se aproximar do grau de investimento apenas se...

Por que Angola está cedendo terras para produtores brasileiros

O governo federal mantém tratativas avançadas com autoridades de Angola para um...