Lideranças que representam os caminhoneiros em todo o país se reuniram nesta quarta-feira (18) e decidiram aguardar a publicação das medidas anunciadas pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, para endurecer a fiscalização sobre o cumprimento do piso do frete, antes de decidir sobre a greve que o governo federal tenta evitar. A informação é do presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão.
“Nós vamos aguardar ser publicado no Diário Oficial para saber de que forma eles vão fazer o travamento eletrônico, se é via MP (medida provisória) ou como vai ser feito. Então, a partir de amanhã, a gente passa para vocês se atendeu o segmento ou não. Mas estamos em estado de paralisação”, anunciou.
Na coletiva a que Chorão se referiu, Renan Filho disse que haverá fiscalização eletrônica em todos os fretes do país. As empresas que insistirem em pagar menos do que o mínimo exigido poderão ser proibidas de contratar os motoristas. Mesmo com o anúncio, o Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (19) não trouxe novidades.
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Governo Lula vive risco de paralisação semelhante à de 2018 em ano eleitoral
O presidente Lula (PT) busca evitar que se repita, em pleno ano eleitoral, o cenário vivido pelo país em 2018, com a greve dos caminhoneiros que gerou uma crise de desabastecimento e levou à instituição do piso nacional do frete. Naquele ano, sucessivos aumentos no diesel levaram a categoria a cruzar os braços por pelo menos 10 dias.
Agora, porém, a alta tem causa bem definida: o fechamento do Estreito de Ormuz, em razão da guerra entre Irã e Estados Unidos. O local é uma rota de escoamento importante, por onde passam cerca de 20% da produção mundial de petróleo.
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Petrobras aderiu a subvenção, mas subiu diesel logo em seguida

Logo que o conflito começou a ameaçar o cenário econômico no ano do pleito, Lula zerou PIS e Cofins dos combustíveis, além de anunciar uma subvenção: o governo gastará até R$ 10 bilhões com o programa que pagará a produtoras e importadoras para que não sigam a tendência de elevar preços.
A Petrobras aderiu ao programa, mas no mesmo dia anunciou um reajuste de R$ 0,38 por litro. A presidente da estatal, Magda Chambriard, se justificou dizendo que, sem a subvenção, a alta seria de R$ 0,70.
De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o valor médio nas bombas subiu de R$ 6,10 para R$ 6,58 após o aumento da Petrobras.












