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Argentina aumenta em 55% importações do Brasil

Estatísticas da base de dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apontam que a Argentina aumentou em 55,4% as importações do Brasil no primeiro semestre, frente à ameaça iminente de aplicação de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos, que entraria em vigor em 1º de agosto.

De acordo com a plataforma, o país do presidente Javier Milei, desafeto do mandatário brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, somou US$ 9,12 bilhões em importações do Brasil entre janeiro e junho. No mesmo período em 2024, haviam sido US$ 5,87 bilhões.

Dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) da Argentina mostraram que o Brasil seguiu sendo em junho o maior parceiro comercial do país vizinho, respondendo por 14,8% das exportações argentinas e 25,2% das importações.

Os principais produtos do comércio exterior entre Brasil e Argentina foram trigo, carros e autopeças, segundo o Indec.

No chamado Dia da Libertação, em 2 de abril, o presidente americano, Donald Trump, impôs taxas sobre produtos importados de 184 países e territórios e da União Europeia (UE), e Brasil e Argentina ficaram entre os países com a menor tarifa, 10%.

Entretanto, em carta enviada a Lula no último dia 9, Trump anunciou que pretende impor uma sobretaxa de 50% na importação de produtos brasileiros a partir de 1º de agosto, citando, entre outros motivos, o que chamou de perseguição judicial contra o ex-presidente Jair Bolsonaro; decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes relativas a big techs americanas; e práticas comerciais “injustas” do Brasil contra os Estados Unidos.

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