sexta-feira , 6 fevereiro 2026
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Aneel mantém cobrança extra na conta de luz para novembro

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (31) que manterá a bandeira vermelha patamar 1 nas contas de energia elétrica durante o mês de novembro de 2025. Com isso, os consumidores continuarão pagando R$ 4,46 a mais a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos — valor que já estava em vigor em outubro.

Nos meses de agosto e setembro, a Aneel havia acionado a bandeira vermelha patamar 2, que representava um custo adicional de R$ 7,87 por 100 kWh. A redução para o patamar 1 ocorreu em outubro, mas, segundo a agência, o cenário ainda não permite retornar à bandeira amarela ou verde.

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Baixo volume de chuvas pressiona o sistema elétrico

De acordo com a Aneel, a manutenção da bandeira vermelha se deve ao baixo volume de chuvas nas principais bacias hidrográficas do país, o que tem reduzido o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas e comprometido a geração de energia.

“O cenário segue desfavorável para a geração hidrelétrica, devido ao volume de chuvas abaixo da média e à redução nos níveis dos reservatórios. Dessa forma, para garantir o fornecimento de energia é necessário acionar usinas termelétricas, que têm custo mais elevado”, informou a Aneel.

A agência também destacou que a geração solar é intermitente, não produz energia durante todo o dia, e por isso é necessário acionar termelétricas no período noturno e nos horários de pico.

Entenda o sistema de bandeiras tarifárias

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias da Aneel foi desenvolvido para informar os consumidores sobre os custos de geração de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN).

  • Bandeira verde: sem cobrança adicional;
  • Bandeira amarela: acréscimo moderado por 100 kWh consumidos;
  • Bandeira vermelha (patamares 1 e 2): cobrança extra mais alta, de acordo com o custo de geração.

O objetivo das bandeiras é tornar o consumo mais consciente, alertando a população quando o custo de geração de energia sobe devido à necessidade de acionar usinas termelétricas — uma alternativa mais cara e poluente em períodos de escassez hídrica.

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