Números divulgados pelo Banco Central (BC) nesta semana apontam para uma deterioração de dois importantes índices econômicos: a inflação e o endividamento das famílias. No caso das dívidas em atraso o patamar se aproxima do recorde histórico.
A análise dos profissionais do mercado financeiro reunidas no Boletim Focus apontaram nesta segunda-feira (6) para um aumento na expectativa para a inflação pelo índice de preços ao consumidor amplo (IPCA), de 4,31% para 4,36%. O mercado atribui o resultado a pressões no setor de combustível causadas pela guerra no Oriente Médio.
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O Conselho Monetário Nacional trabalha com o conceito de meta inflacionária, sendo 3% o centro da meta. É considerado um intervalo tolerado da meta o índice de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Sendo assim, o número máximo ainda de dentro da meta é 4,5%.
Famílias endividadas
Já o endividamento das famílias para janeiro, último resultado conhecido, repetiu o mesmo número de 49,7% registrado em dezembro de 2025. Média entre o saldo das dívidas e a renda das famílias, o indicador está próximo do recorde histórico de julho de 2022, época em que a pandemia de Covid-19 impunha seus efeitos sobre o emprego e a renda dos brasileiros.
O patamar da dívida dos brasileiros é uma preocupação do governo em ano eleitoral. Nesta segunda-feira (6), o presidente Lula reuniu integrantes da equipe econômica para discutir medidas. O programa Desenrola, uma promessa de campanha, não foi capaz de atacar o problema e uma nova versão de um plano de renegociação de medidas deve entrar em pauta para não comprometer as pretensões de reeleição da atual administração.












