sexta-feira , 10 abril 2026
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Nove estados têm mais beneficiários do Bolsa Família do que CLTs

Nove estados brasileiros possuem mais famílias recebendo o Bolsa Família do que empregados com carteira assinada, todos estão localizados nas regiões Norte e Nordeste.

Os dados são de fevereiro de 2026 e foram revelados nesta sexta-feira (3) pelo Poder360, que cruzou informações do Ministério do Desenvolvimento Social e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Em fevereiro de 2023 e 2024, 13 estados registravam mais Bolsa Família do que CLTs eram 13. Já em fevereiro de 2025, eram 12.

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Considerando informações de fevereiro deste ano, o Maranhão lidera o índice de dependência, registrando 460 mil famílias a mais no programa de transferência de renda do que postos de trabalho formais.

Os estados com maior excedente de beneficiários em relação aos empregos formais, são:

  • Maranhão (MA): 460.043 beneficiários a mais;
  • Pará (PA): 232.117 beneficiários a mais;
  • Piauí (PI): 163.337 beneficiários a mais;
  • Bahia (BA): 85.914 beneficiários a mais
  • Paraíba (PB): 76.449 beneficiários a mais;
  • Amazonas (AM): 21.554 beneficiários a mais;
  • Alagoas (AL): 20.789 beneficiários a mais;
  • Acre (AC): 8.798 beneficiários a mais;
  • Amapá (AP): 8.773 beneficiários a mais.

No extremo oposto, São Paulo apresenta o maior superávit de emprego, com 12,5 milhões de trabalhadores com carteira assinada a mais do que beneficiários do auxílio.

A proporção de dependência do Bolsa Família na economia do trabalho está em 38,6 beneficiários para cada 100 pessoas com carteira assinada, em fevereiro de 2026.

Esse patamar tem se mantido estável desde agosto de 2025, após ter atingido um recorde de 49,6 para cada 100 no início de 2023.

Segundo o levantamento do Poder360, a redução da dependência observada ao longo de 2025 foi impulsionada por dois fatores principais: o crescimento do emprego formal e o “pente-fino” realizado pelo governo federal, que resultou na exclusão de 2,1 milhões de famílias do programa.

Emprego formal

Mesmo com a maior dependência desses nove estados ao Bolsa Família, o emprego formal avançou em ritmo superior ao benefício em todas as unidades da Federação no último ano.

No total, o Brasil contabiliza hoje 48,8 milhões de pessoas com emprego formal e 18,8 milhões de famílias atendidas pelo benefício social.

Em termos de proporção, enquanto o Maranhão possui 1,66 beneficiário para cada carteira assinada, Santa Catarina apresenta a maior força de trabalho formal proporcional, com 13 empregos para cada família beneficiada.

Além dos estados, o levantamento indica que a disparidade persiste em nível municipal, com 2.639 cidades brasileiras ainda registrando mais Bolsa Família do que empregos formais.

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