Ainda em implementação, o mercado livre de energia elétrica enfrentou um cenário de elevação nos preços nos últimos dois anos. Ainda disponível apenas para os usuários de alta tensão, mas com previsão de disponibilização ao comércio e à indústria em 2027 e às residências em 2028, a modalidade registrou um aumento de 59% em contratações de longo prazo e de 121% em contratos de até três meses.
Os dados são de um relatório da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), divulgado nesta quarta-feira (1º). Diferentemente do modelo tradicional, em que o consumidor é obrigado a usar a eletricidade de uma concessionária e a tarifa é regulada pelo governo, no mercado livre os preços variam em função da oferta e da demanda, mas ainda são influenciados pelo Estado, por meio do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE).
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O mercado livre de energia elétrica foi incluído em novembro de 2025 no marco regulatório do setor elétrico. Após a consolidação, os consumidores estarão livres da concessão pública e poderão escolher de qual empresa contratarão o fornecimento de energia elétrica.
De acordo com dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o mercado livre já representa 43% de toda a eletricidade consumida no país, com 85 mil adesões. A legislação, porém, ainda possui distorções: enquanto os compradores são obrigados a se vincular a contratos, os geradores não possuem tal obrigação.
Na avaliação do presidente da Abraceel, a solução para lidar com a escalada dos contratos passa por ações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para evitar “artificialidades na formação do preço da energia, como poder de mercado e sobrecustos com a operação do sistema”.










