A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) autorizou o governo do estado de São Paulo a contratar empréstimos em reais e dólares que, somados, correspondem a cerca de R$ 15 bilhões. A análise ocorreu nesta terça-feira (24) e chamou a atenção por ter votos favoráveis da bancada do PT e votos contrários da base governista.
Do lado governista, o deputado estadual Gil Diniz (PL) foi um dos que votaram contra. Ao perceber que seis parlamentares do PT ajudaram a aprovar o texto, ele ironizou: “O PT votou junto com o governador Tarcísio e a sua base aqui. Repito, o Partido dos Trabalhadores vai eleger Tarcísio Gomes de Freitas. O PT é um transpartido”.
Outros dois governistas votaram contra o Executivo: Vitão do Cachorrão (Podemos) e Guto Zacarias (Missão). O PT apontou falta de transparência e o regime de urgência atribuído à proposta, mas seis de seus deputados estaduais votaram para aprovar o crédito, incluindo Eduardo Suplicy.
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Em entrevista ao UOL, o deputado estadual Paulo Fiorilo, que também votou a favor, explicou que ele e seus colegas acreditam que o projeto beneficiará a população. “Não fomos nós que aprovamos, o governo já tinha os votos. Se não tivesse e a gente não tivesse votado, ficaria pendente de aprovação”, completou. Os outros votos foram de Beth Sahão, Jorge do Carmo, Luiz Marcolino e Professora Bebel.
A proposta contempla a pauta social ao prever US$ 82 milhões ao Programa de Superação da Pobreza. Além disso, pede autorização para um empréstimo de US$ 157 milhões para investimentos em saúde.
Estes, porém, são os menores valores fixados no texto, que ainda permite ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) contratar um crédito de US$ 970 milhões para dar conta da dívida pública do estado.
O maior empréstimo a ser contratado, porém, deve ocorrer para a conclusão do Rodoanel Mário Covas. A Alesp deu ao Executivo duas opções: R$ 5,3 bilhões ou US$ 977 milhões.
Outro crédito que pode ocorrer tanto em moeda nacional quanto em moeda americana é o que abre margem para a construção do novo centro administrativo do governo estadual. Para a mudança, Tarcísio de Freitas pode pegar R$ 3,4 bilhões ou US$ 636 milhões emprestados.











