Como parte do rearranjo do Ministério da Fazenda após a saída de Fernando Haddad (PT), o então secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron de Oliveira, foi alçado ao cargo de secretário-executivo da pasta. A posição era ocupada por Dario Durigan, que agora é o novo ministro da Fazenda. A nomeação de Ceron foi oficializada no Diário Oficial da União desta terça-feira (24), em decreto assinado pelo presidente Lula (PT) e por Durigan.
Auditor-fiscal há 15 anos, Ceron é doutor em Administração Pública. A relação com Haddad vem da época em que o petista foi prefeito de São Paulo e o nomeou como secretário adjunto da Fazenda e de Finanças. Em seu currículo oficial na página do governo federal, é descrito como alguém cuja “experiência prática na gestão fiscal da maior capital e do maior estado do país” o coloca no “seleto grupo de profissionais que possuem sólida formação acadêmica com ampla experiência prática em gestão fiscal”.
A presença no Executivo, no entanto, vem do mandato anterior, de Gilberto Kassab. Mesmo após a saída de Haddad, Ceron continuou na prefeitura, tendo inclusive exercido cargos relacionados a desestatização, concessões e parcerias público-privadas durante as gestões de Bruno Covas e João Doria.
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Com isso, o Tesouro Nacional passa a ser comandado por c, até então subsecretário de Dívida Pública. Sua formação é em Engenharia Mecânica, embora tenha feito um MBA em Finanças. Diferentemente de Ceron, a carreira de Leal foi construída na iniciativa privada, incluindo passagens pela Euroclear e pela BGC Liquidez.
Haddad pretendia permanecer na Fazenda até o final do mandato, mas a pedido do presidente Lula (PT), o ex-ministro deve disputar o cargo de governador de São Paulo, em uma disputa contra o atual chefe do Executivo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A chapa ainda não tem um vice-governador. O político que quiser concorrer em 2026 deve renunciar ao cargo que ocupa até o dia 4 de abril.











