O vice-presidente e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), revelou que as distribuidoras de combustíveis sugeriram que a Petrobras aumente sua importação de diesel. Alckmin participou de uma reunião com o setor nesta quinta-feira (12), na sede do Ministério de Minas e Energia.
“Eles destacaram uma preocupação com a importação, deixaram uma sugestão de que a Petrobras até aumente a sua importação”, disse Alckmin. Além do vice-presidente, participou do encontro o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Ele já classificou a privatização da BR Distribuidora, ocorrida durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), como “crime de lesa-pátria”.
Horas antes da reunião, o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, que também esteve com os empresários, cogitou a possibilidade da criação de uma nova estatal de distribuição de energia. A proposta, segundo ele, ainda não está em discussão na Esplanada.
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Com a guerra no Oriente Médio, o Irã fechou o Estreito de Ormuz, canal de escoamento de cerca de 20% do petróleo mundial. Com os ataques coordenados de Estados Unidos e Israel, que culminaram na morte do líder supremo Ali Khamenei, o preço do barril de petróleo subiu, impactando nas bombas.
Diante das consequências do encarecimento do diesel em pleno ano eleitoral, que pode pressionar o custo do frete e puxar uma alta na inflação, o governo anunciou medidas para lidar com a alta nos combustíveis. Um decreto e uma medida provisória assinados pelo presidente Lula (PT), que criam isenções fiscais e subvenções ao setor, devem fazer o preço cair em cerca de R$ 0,64 por litro de diesel, ao custo de R$ 30 bilhões ao contribuinte até o fim de 2026, conforme a estimativa do Ministério da Fazenda.
Apesar da demanda do setor, o Executivo quer atuar para estimular a produção nacional e reduzir a dependência externa do diesel, com o objetivo de reduzir os custos que afetam o modal rodoviário, principal meio de transporte de produtos no Brasil.











