O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, cogitou a possibilidade de criação de uma nova estatal para atuar na distribuição de combustíveis. A BR Distribuidora foi privatizada em 2021, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), e passou a se chamar Vibra Energia.
Em entrevista a jornalistas nesta quinta-feira (12), Costa disse que não há “nada que possa ser anunciado ou esteja público até agora”. Ele atribuiu a uma possível criação de estatal o aumento da competitividade, que poderia ser, em sua visão, saudável ao setor.
Há, porém, um entrave contratual com a Vibra: até 2029, a Petrobras não pode concorrer diretamente com ela, ou seja, atuar na distribuição de combustíveis. Uma reunião com representantes de cerca de 70% do mercado de distribuição de energia está prevista para as 17h desta quinta-feira.
Além de Rui Costa, devem participar o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), os ministros Wellington César (Justiça), Alexandre Silveira (Minas e Energia) e o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan.
Silveira já classificou como “crime de lesa-pátria” a privatização da BR Distribuidora. Recentemente, ele acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para que analise a alteração no preço dos combustíveis.
O governo tem atuado para reagir à elevação do preço em pleno ano eleitoral, influenciado pelo fechamento do Estreito de Ormuz, no Irã, canal por onde transitam cerca de 20% do petróleo consumido no mundo. Após assumir, o novo líder iraniano, Mojtaba Khamenei, afirmou que o local deve permanecer fechado. Lula anunciou um decreto que zera as alíquotas de impostos federais na importação e comercialização do óleo diesel, principal impactado pelos conflitos.












