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Guerra no Irã e inflação ameaçam queda da Selic pelo Copom

O conflito no Oriente Médio e a inflação acima do esperado ameaçam o plano do Banco Central de reduzir a taxa Selic em março. Com o petróleo em alta e o dólar pressionado, o Copom enfrenta um cenário de incerteza que pode manter os juros altos para segurar os preços no país.

Por que o conflito no Irã afeta a nossa economia?

O Irã está perto do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo do mundo. Com a guerra, o preço do barril sobe. Como o petróleo é usado para fazer combustível e transportar produtos, tudo fica mais caro por aqui. Além disso, a instabilidade faz investidores tirarem dinheiro do Brasil, o que aumenta o valor do dólar.

O que é o Copom e qual o seu papel nesse cenário?

O Copom é o Comitê de Política Monetária do Banco Central. É o grupo que decide se a taxa Selic — os juros oficiais do país — sobe, desce ou fica parada. O principal objetivo deles é manter a inflação dentro da meta. Se os preços estão subindo muito por causa da guerra ou do consumo, eles evitam baixar os juros para controlar o custo de vida.

A inflação no Brasil já estava subindo antes da guerra?

Sim. Dados recentes da prévia da inflação oficial (IPCA-15) mostraram uma subida de 0,84% em fevereiro, acima do que o mercado esperava. O que mais preocupa os especialistas é a ‘inflação de serviços’, que inclui mensalidades escolares e alimentação fora de casa, indicando que os preços estão subindo de forma persistente no dia a dia dos brasileiros.

Qual era a previsão para os juros e o que mudou agora?

Antes do conflito começar no final de fevereiro, a aposta era de um corte de 0,50 ponto percentual na Selic. Agora, essa probabilidade caiu. Analistas acreditam que o Banco Central será mais cauteloso, podendo fazer um corte menor, de apenas 0,25, ou até manter os juros em 15% para evitar que a inflação saia do controle.

Existe o risco de os juros voltarem a subir?

Embora o governo queira a queda, alguns economistas alertam para o risco de ‘estagflação’. Isso acontece quando a economia não cresce, mas a inflação e o desemprego continuam altos. Se o dólar disparar e o petróleo passar de 100 dólares, o Banco Central pode ser obrigado a interromper os cortes e até subir os juros para proteger a nossa moeda.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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