terça-feira , 3 março 2026
Lar Economia Haddad minimiza impacto econômico da guerra no Irã
Economia

Haddad minimiza impacto econômico da guerra no Irã

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, minimizou o impacto econômico da guerra no Irã para o Brasil. Em entrevista concedida nesta segunda-feira (2), antes de ministrar uma aula magna na Universidade de São Paulo (USP), ele disse que o país está “em um momento bom de atração de investimento” e classificou a tensão no Oriente Médio como uma “turbulência de curto prazo” que não deve “impactar as variáveis econômicas” no Brasil.

Haddad optou por falar na expectativa do governo pela resolução da guerra no Irã. rejeitando avaliar o potencial de ganho para o Brasil com o aumento do preço do petróleo decorrente do conflito.

“Ninguém está contando com isso para tirar vantagem, muito pelo contrário, o Brasil espera um mundo de paz e tranquilidade”, declarou o petista, que está de saída da equipe econômica e pode concorrer ao governo do estado de São Paulo a pedido do presidente Lula (PT).

Após os ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel, que culminaram na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, o país islâmico decidiu fechar o Estreito de Ormuz, rota de escoamento de cerca de 30% de todo o petróleo do mundo.

O Brasil produz cerca de 4 milhões de barris de petróleo por dia. Mesmo assim, oscila entre o 6º e o 8º maior produtor do mundo, sendo responsável por cerca de 5% do total mundial.

Apesar de minimizar os impactos, o petista defende atenção à conjuntura. “Nesse momento, vamos acompanhar com cautela. E, eventualmente, estar preparados para uma piora do ambiente econômico, pois nesse momento é difícil prever o que vai acontecer”, disse.

O Itamaraty escolheu condenar e expressar “grave preocupação” com o ataque. “Os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região”, explica o órgão.

Com sua pré-campanha à Presidência iniciada no exterior e focada nas relações internacionais, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) opinou que, com Lula, o Brasil se coloca “ao lado errado de um conflito grave”.

Artigos relacionados

Impactos no petróleo e economia do Brasil

Após ataques dos EUA e Israel ao Irã no último fim de...

efeitos no petróleo e na economia do Brasil

O ambiente internacional, que já encerrava fevereiro sob cautela, foi transformado profundamente...

Motta adia CPI do Master e prioriza projeto bancário

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a votação do...

Governo fala em escala 6 x 1, mas objetivo é redução de horas

O ministro do Trabalho e Emprego de Lula, Luiz Marinho, afirmou neste...