domingo , 22 fevereiro 2026
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Efeitos da derrubada do tarifaço de Trump para o Brasil

A Suprema Corte dos EUA derrubou a política de sobretaxas de Donald Trump nesta sexta-feira (20). Em resposta imediata, o presidente americano anunciou novas tarifas emergenciais de até 15%, gerando uma onda de incerteza e alívio temporário para exportadores brasileiros.

O que aconteceu com o chamado tarifaço de Trump?

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu derrubar as sobretaxas impostas pelo governo de Donald Trump. Na prática, isso reduz imediatamente o custo para produtos brasileiros entrarem no mercado americano. No entanto, poucas horas após a derrota na justiça, Trump reagiu usando uma lei de 1974 para criar uma nova tarifa emergencial de 10%, que foi elevada para 15% logo no dia seguinte, mantendo o clima de tensão no comércio internacional.

Quais produtos brasileiros são mais beneficiados por essa reviravolta?

No curto prazo, mercadorias com maior valor agregado levam vantagem. Isso inclui móveis, cerâmicas e componentes industriais, que deixam de enfrentar taxas que chegavam a 40%. Itens do agronegócio, como café e carne, também ganham fôlego. Além disso, grandes empresas como a Embraer e a Taurus Armas tiveram reações positivas no mercado financeiro, pois dependem fortemente das vendas para os norte-americanos.

Por que o governo dos EUA insiste nessas cobranças extras?

A Casa Branca alega que precisa proteger as contas externas do país e incentivar a indústria local. No caso específico do Brasil, Washington já chegou a citar ameaças à segurança nacional e questões políticas internas brasileiras como justificativa para elevar impostos sobre o aço e alumínio. É uma estratégia protecionista que tenta dificultar a entrada de produtos estrangeiros para favorecer o que é fabricado dentro dos EUA.

As empresas podem recuperar o dinheiro pago indevidamente?

Existe essa possibilidade, mas ela não é simples. Estima-se que o governo americano possa ter de devolver até US$ 175 bilhões a importadores de todo o mundo. Contudo, especialistas alertam que apenas empresas brasileiras que possuem operações diretas ou subsidiárias em solo americano podem entrar com ações judiciais. Prejuízos indiretos, como a perda de vendas ou de mercado, geralmente não são aceitos pela justiça dos EUA.

Qual é o próximo passo na relação comercial entre Brasil e EUA?

O foco agora se volta para a diplomacia. O presidente Lula deve se encontrar com Donald Trump em março. Esse encontro será fundamental para negociar o fim de barreiras que ainda existem, como as taxas sobre aço e alumínio, que não foram afetadas pela decisão da Suprema Corte. O objetivo brasileiro é garantir que a indústria nacional tenha condições de igualdade para competir no segundo maior destino de nossas exportações.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

VEJA TAMBÉM:

  • Como a reação de Trump à derrubada do “tarifaço” afeta o Brasil

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