sexta-feira , 13 fevereiro 2026
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Depoimento de Vorcaro à CPMI pode ser ampliado para apurar relações com Toffoli

O depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro à CPMI do INSS, marcado para 26 de fevereiro, pode ser ampliado para apurar sua relação com o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), como foi revelado nesta semana e que levou à saída do magistrado da relatoria do caso nesta quinta (12).

O relator da comissão, o deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou que a estratégia principal do depoimento permanece inalterada, com foco direto nas operações de crédito consignado. No entanto, as supostas conversas que ele teve com o ministro, como foi apurado pela Polícia Federal, não terão como ficar de fora dos questionamentos.

“Vorcaro vai ser ouvido sobre os empréstimos consignados. A estratégia do depoimento não muda absolutamente nada em relação às investigações. Evidentemente que esses fatos [referentes a Vorcaro] colocam mais holofote ainda no momento de chegada dele à CPMI. Tem todo um desdobramento que é natural, mas sempre com um foco nos empréstimos consignados”, afirmou em entrevista à Folha de S. Paulo publicada nesta sexta (13).

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A avaliação é de que será difícil limitar os questionamentos dos parlamentares apenas à fraude contra aposentados e pensionistas do INSS, diante das denúncias envolvendo o ministro do STF. A expectativa é de que Vorcaro seja pressionado a esclarecer eventuais conexões com Toffoli durante sua oitiva.

Gaspar também pediu que o STF compartilhe com a comissão os dados telefônicos e telemáticos de Vorcaro, o que tem sido pressionado também pela CPI do Crie Organizado e pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

“Imediatamente devolva à CPMI o pleno conhecimento do material que teve o sigilo afastado relacionado ao Vorcaro, como sigilo telemático e o sigilo telefônico”, disse.

Na véspera, após as mensagens descobertas pela Polícia Federal que indicam uma relação de proximidade entre Toffoli e Vorcaro, o ministro resolveu deixar a relatoria do caso no STF sob pressão dos demais magistrados. A decisão veio após duas longas reuniões convocadas pelo presidente da Corte, Edson Fachin, com todos os ministros.

Embora tenha prestado todo apoio ao ministro, o colegiado do STF preferiu evitar uma suspeição a Toffoli, o que poderia levar a uma anulação de todos os atos praticados até agora. Por sorteio, após a decisão do magistrado, o ministro André Mendonça foi escolhido para relatar os processos referentes ao Banco Master.

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