O Grupo Fictor, uma holding do setor de alimentos, pediu recuperação judicial após o colapso do Banco Master, que tentava adquirir. A crise de confiança gerou uma corrida de saques de R$ 2 bilhões, revelando a fragilidade de um modelo de captação de recursos que cresceu à margem dos bancos.
Qual a relação entre a Fictor e o Banco Master?
A Fictor anunciou a compra do Banco Master, mas um dia depois o Banco Central decretou a liquidação da instituição financeira. O episódio gerou uma “crise reputacional” para a Fictor, levando seus investidores a retirarem cerca de R$ 2 bilhões. Sem dinheiro em caixa para honrar os resgates, a empresa pediu recuperação judicial para renegociar dívidas que superam os R$ 4 bilhões.
Por que esses casos são vistos como mais do que episódios isolados?
Os casos Master e Fictor revelam um modelo de financiamento que se tornou comum no Brasil. Com a diminuição do crédito subsidiado pelo governo, muitas empresas passaram a buscar dinheiro diretamente com investidores. Para isso, usam estruturas cada vez mais complexas, como fundos e parcerias, que muitas vezes operam com menos fiscalização que os bancos tradicionais.
O que é essa tal de Sociedade em Conta de Participação (SCP)?
Pense nela como uma parceria de negócios. A lei a permite para projetos específicos e com um grupo restrito de investidores. Nela, uma empresa (sócia ostensiva) toma todas as decisões, enquanto os outros (sócios ocultos) apenas fornecem o dinheiro. O problema é quando essa estrutura é usada para captar grandes volumes de dinheiro do público em geral, prometendo retornos fixos, o que aumenta muito o risco para quem investe.
Houve falha dos órgãos de fiscalização?
As críticas apontam que sim. O Banco Central teria conhecimento de que o Master não possuía recursos mínimos para operar desde 2024, mas a intervenção demorou, ocorrendo apenas quando o problema já era enorme. Já a CVM, que fiscaliza o mercado de capitais, estaria sobrecarregada, sem capacidade para acompanhar o crescimento acelerado de operações financeiras complexas.
Esse tipo de problema é novo no Brasil?
O modelo não é inteiramente novo, sendo comparado a esquemas investigados na Lava Jato. A grande diferença é o ambiente: antes, as distorções ocorriam em estatais e fundos de pensão, no setor público. Agora, o mesmo tipo de operação, com estruturas complexas e pouca transparência, migrou para o setor privado, longe do escrutínio que acompanha o dinheiro público.
Este conteúdo foi gerado com inteligência artificial. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema consulte a reportagem a seguir.
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