terça-feira , 3 fevereiro 2026
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Haddad sugere economista de esquerda para diretoria no BC

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sugeriu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a indicação do atual secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, para uma das vagas abertas do Conselho Diretor do Banco Central. O nome ainda depende da sabatina e aprovação no Senado Federal.

Mello é considerado um dos principais formuladores da equipe econômica e tem atuado ao lado do ministro na defesa de uma trajetória de queda da taxa básica de juros. Hoje, a Selic está em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas.

O Conselho Diretor do Banco Central é composto por nove integrantes e atualmente funciona com apenas sete. As duas cadeiras estão vagas desde o fim de 2025, quando terminaram os mandatos dos ex-diretores Diogo Guillen e Renato Gomes. O colegiado é presidido por Gabriel Galípolo.

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Não é a primeira vez que Lula segue sugestões de Haddad para cargos na autoridade monetária. O próprio Galípolo, indicado ao BC em 2023 e posteriormente escolhido presidente da instituição, foi secretário-executivo da Fazenda durante a gestão do ministro.

Ainda assim, segundo as fontes, não há definição sobre se o presidente acolherá a indicação desta vez.

Na quarta-feira, o Comitê de Política Monetária decidiu manter a taxa Selic pela quinta reunião consecutiva e sinalizou que espera iniciar um ciclo de cortes de juros no próximo encontro, em março. Por causa das vagas em aberto, apenas sete diretores participaram da decisão.

Mello, de 42 anos, integra o grupo dos chamados economistas estruturalistas, corrente associada à esquerda que defende maior intervenção do Estado e investimentos públicos para ampliar a produção e corrigir desequilíbrios entre oferta e demanda que podem pressionar a inflação, em vez de depender apenas da política monetária para controlar a liquidez.

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