quarta-feira , 4 fevereiro 2026
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Investigado pelo PCC tem ligação com resort da família Toffoli

Então sócio e executivo da Reag, Silvano Gersztel foi o representante de um fundo da gestora de ativos na compra de parte de um resort que pertenceu à família do ministro Dias Toffoli. Gersztel, que é investigado por ligação com a facção criminosa PCC, intermediou a aquisição de uma parcela do resort Tayayá, no Paraná.

Gersztel renunciou ao cargo em meio às investigações que levaram à liquidação da empresa. Segundo informações apuradas pelo jornal O Estado de S. Paulo, ele foi sócio da Reag por nove anos.

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O elo de Gersztel com o caso ocorreu por meio de Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro. Zettel era cotista de fundos de investimento administrados pela Reag, que utilizaram R$ 20 milhões na aquisição do resort. Em 2021, o fundo comprou 50% da participação de R$ 6,6 milhões de José Eugenio e José Carlos Dias Toffoli, irmãos do ministro.

Gersztel foi alvo de busca e apreensão na Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal (PF), que investigou a Reag por suposto envolvimento em um esquema de combustíveis do PCC. A gestora sempre negou participação em atividades criminosas.

O Estadão informou que não conseguiu localizar Gersztel para comentar o assunto. Nem o ministro Toffoli, nem seus irmãos, deram declarações sobre o caso. Nesta semana, Zettel confirmou que foi cotista do fundo na aquisição do resort, mas afirmou ter deixado o investimento em 2022 e disse que o fundo foi liquidado em 2025. Já a defesa de Daniel Vorcaro declarou que ele “não tem, nem nunca teve, informação ou participação em negócios relacionados ao resort ou a quaisquer outros investimentos realizados por esses veículos”.

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