quarta-feira , 4 fevereiro 2026
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Endereços ligados a Vorcaro sofrem busca da PF e bloqueio de R$ 5,7 bilhões

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta (14) a segunda fase da Operação Compliance Zero, que mira um esquema de fraudes envolvendo o Banco Master e o seu proprietário, o banqueiro Daniel Vorcaro.

Nesta nova fase, a PF mira endereços ligados a ele, familiares e aliados, com o cumprimento de 42 mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Também foram bloqueados R$ 5,7 bilhões em bens.

“A segunda fase da Operação Compliance Zero, com o objetivo de apurar a prática dos crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de capitais”, afirmou a PF em nota.

A Gazeta do Povo procurou a defesa de Daniel Vorcaro e o Banco Master e aguarda retorno.

VEJA TAMBÉM:

  • A engrenagem da fraude: como o Banco Master gerou um rombo bilionário

De acordo com as primeiras informações, alguns dos alvos das buscas estão em endereços de gestoras de fundos na Avenida Faria Lima, em São Paulo, localidade tida como o “coração” do mercado financeiro brasileiro.

Entre os bens apreendidos pela Polícia Federal, estão carros e dezenas de artigos de luxo, equipamentos eletrônicos, armas, munições e documentos.

“As medidas judiciais visam interromper a atuação da organização criminosa, assegurar a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações”, completou a PF.

As suspeitas sobre Vorcaro

Daniel Vorcaro é suspeito de comandar um grande esquema envolvendo altas autoridades para vender carteiras de crédito sem lastro ao Banco de Brasília (BRB) no valor de R$ 12 bilhões — revelado na primeira fase da Operação Compliance Zero, em novembro do ano passado. Posteriormente, ele teria arquitetado uma operação para o banco estatal adquirir parte do Banco Master, numa transação que foi negada pelo Banco Central.

No final do ano passado, o ministro Dias Toffoli levou para seu gabinete toda a investigação e decretou sigilo máximo dos autos. Dias depois, foi descoberto que ele viajou para a final da Copa Libertadores da América, no Peru, de “carona” em um avião junto de um advogado do Banco Master.

Posteriormente, Toffoli também estabeleceu que todas as novas diligências e medidas relacionadas à investigação do Banco Master só poderão ser realizadas com autorização prévia da Corte. A justificativa apresentada é a suspeita de que a apuração envolva pessoas com foro privilegiado.

Mais informações em instantes.

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