sexta-feira , 27 março 2026
Lar Economia 13º salário de funcionários está ameaçado
Economia

13º salário de funcionários está ameaçado

Com um prejuízo recorde de R$ 6,1 bilhões, os Correios correm o risco de não pagar o 13º salário de seus funcionários. A estatal busca um socorro bilionário do governo e de bancos, mas a liberação do dinheiro enfrenta obstáculos, e a data limite para o pagamento se aproxima.

Por que os Correios chegaram a esta situação?

A empresa enfrenta uma crise financeira histórica e acumula um prejuízo de R$ 6,1 bilhões até setembro. Para honrar seus compromissos, incluindo o 13º salário, precisa de um aporte emergencial de R$ 6 bilhões do Tesouro ou de um empréstimo de R$ 20 bilhões negociado com um grupo de bancos. Sem esses recursos, não há garantia de que os pagamentos serão feitos até o prazo final, em 20 de dezembro.

Quais são as opções para socorrer a empresa?

Existem duas alternativas: um repasse direto do Tesouro ou um empréstimo bancário. O empréstimo é visto como a opção mais viável, pois a ajuda direta do governo precisa seguir as regras do novo arcabouço fiscal — o conjunto de normas que controla os gastos públicos —, o que tornaria o processo muito lento. A outra saída, um crédito extraordinário (dinheiro liberado para despesas urgentes e imprevisíveis), já foi descartada pelo ministro da Fazenda.

O que está travando o empréstimo com os bancos?

Mesmo com o governo se oferecendo como fiador, os bancos (Banco do Brasil, BTG Pactual, Citibank, ABC Brasil e Safra) estão cobrando juros considerados muito altos, próximos a 20% ao ano. As instituições financeiras veem a operação como arriscada e exigem que os Correios apresentem um plano de reestruturação detalhado antes de liberar os R$ 20 bilhões, o que ainda não aconteceu de forma satisfatória.

Qual a responsabilidade do governo na crise?

Segundo a Associação dos Profissionais dos Correios (ADCAP), o governo, como único acionista, é o responsável final pela manutenção da empresa. A associação afirma que os Correios sempre se financiaram com as próprias receitas para garantir a presença em todo o país, um serviço que custa R$ 5 bilhões por ano e que a empresa não consegue mais bancar sozinha. Por isso, cobram uma atitude do Executivo.

O que está sendo feito para garantir o futuro da empresa?

O governo publicou um decreto autorizando a garantia para o empréstimo, mas exigiu um plano completo de reestruturação. Uma primeira fase desse plano já foi anunciada, prevendo o fechamento de agências deficitárias e um Programa de Demissão Voluntária (PDV). No entanto, expertos do mercado consideram as medidas tímidas e questionam se serão suficientes para tornar os Correios competitivos novamente.

Este conteúdo foi gerado com inteligência artificial. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema consulte a reportagem a seguir.

VEJA TAMBÉM:

  • Sem socorro do Tesouro nem empréstimo de bancos, Correios podem não pagar 13.º

Artigos relacionados

subsídio do governo será compensado por novo imposto

As medidas anunciadas pelo presidente Lula (PT) para tentar conter a alta...

STF limita penduricalhos, mas mantém brechas para supersalários

O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou, na última quarta-feira (25), restrições aos...

Investimentos no país recuam US$ 2,4 bilhões em 12 meses

Os investimentos diretos no país (IDP) recuaram US$ 2,4 bilhões em 12...

Desemprego fica em 5,8% em fevereiro, com 6,2 milhões em busca de trabalho

A taxa de desemprego no Brasil subiu para 5,8% no trimestre encerrado...