segunda-feira , 18 maio 2026
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Bebidas adulteradas com metanol causaram morte de turistas na Ásia, no fim do ano passado


Em novembro do ano passado, turistas da Austrália, Dinamarca, Reino Unido e Estados Unidos morreram após ingerirem bebidas adulteradas com metanol durante uma festa em Vang Vieng, cidade turística popular entre mochileiros no Laos, país do Sudeste Asiático.
Segundo o Conselho Federal de Química (CFQ), esse é o caso mais semelhante ao que está ocorrendo atualmente no Brasil, onde cinco pessoas morreram após suspeita de envenenamento por bebidas contaminadas.
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Há indícios de que a contaminação não esteja restrita ao estado de São Paulo, com possíveis casos também sendo investigados em Pernambuco.
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“Precisamos estar atentos para buscar novos caminhos. O trabalho tem que ser contínuo. Temos trabalhos com colegas de fora do Brasil para ter cooperação, o que aconteceu em Laos nos leva a pensar como a gente pode modificar e reparar uma situação dessas o mais rápido possível”, disse o doutor em Vigilância Sanitária e integrante do Conselho Federal de Química, Ubiracir Lima, em entrevista ao Conexão Globonews.
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Jornal Nacional/ Reprodução
O caso na Ásia
No caso de Laos, segundo a imprensa internacional, 12 turistas adoeceram após uma festa em Vang Vieng em 12 de novembro de 2024.
O grupo que passou mal foi hospitalizado na vizinha Tailândia, país onde estavam ao adoecer. Desse total, seis morreram: duas australianas, dois dinamarqueses, um britânico e um cidadão dos Estados Unidos.
Relembre no vídeo abaixo:
Seis turistas morrem no Laos com suspeita de intoxicação com metanol
Jornais australianos afirmam que as duas jovens australianas mortas, amigas de Melbourne que viajavam juntas, foram ao bar do albergue onde estavam hospedadas, antes de sair à noite. O gerente do albergue foi detido para interrogatório, informou a polícia turística do Laos.
Um dos principais problemas no caso foi a falta de comunicação do governo: o Laos é um estado comunista de partido único, sem oposição organizada, e autoridades costumam manter um segredo rígido sobre as informações.
Neste caso, a polícia não divulgou quase nenhum detalhe da investigação.

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