segunda-feira , 15 junho 2026
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Defesa de 'Careca do INSS' justifica ausência em CPMI: 'Dará prioridade a depoimento perante a PF'

A defesa de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, justificou nesta segunda-feira (15) a ausência dele na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (INSS) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que investigar fraudes por meio de descontos ilegais em aposentadorias.
Antunes era esperado para prestar depoimento nesta tarde, mas acabou desistindo de comparecer à comissão. Segundo os advogados, ele dará prioridade a depoimento perante a Polícia Federal.
“Em razão da existência de inquérito policial com o mesmo objeto da CPMI, dará prioridade ao depoimento perante a Polícia Federal, considerando inclusive o lamentável clima político no âmbito da Comissão, o que se tem visto durante os depoimentos já prestados, o que sinaliza para uma oitiva improdutiva”, argumentou a defesa.
Reunião de CPI é cancelada após Careca do INSS desistir de depoimento
O “Careca do INSS” é considerado pelos investigadores um dos articuladores do esquema que desviou bilhões de reais do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).
Na última sexta-feira (12), ele foi preso pela Polícia Federal. Mas, mesmo assim, a Comissão pediu a liberação dele para comparecer a CPMI.
Em seguida, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que a presença dele era facultativa. Ou seja, ele poderia escolher se iria, ou não, comparecer à oitiva no Congresso.
O empresário foi convocado na condição de investigado e, por isso, não teria obrigação de responder a todas as perguntas feitas pelos parlamentares, caso entendesse que isso poderia incriminá-lo.
A defesa chegou a dizer que ele não ficaria calado e pretendia responder às perguntas. Após o cancelamento da presença de Antunes, a reunião da CPMI do INSS também foi desmarcada.
Recados
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Vianna(Podemos-MG), disse que o cancelamento de última hora foi uma forma de mandar recados.
“A avaliação sobre o cancelamento da ida do Sr. Antônio Carlos Camilo à CPMI é de que ele usou toda a repercussão para mandar recados aos sócios e aos padrinhos políticos. Se sentiu abandonado quando foi preso. Essa é a minha visão. E está mandando um aviso de que pode falar e entregar todo o esquema se continuar sendo abandonado”, avaliou Vianna.
Ainda segundo Vianna, o mais importante já foi feito: o pedido de quebra de sigilo telefônico e bancário dele.
“Poderemos, com os extratos bancários, identificar com toda a clareza todo o dinheiro que ele movimentou, a quem ele pagou, os países que ele visitou e onde escondeu todo esse dinheiro”, prosseguiu.

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