O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a cassação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos para articular sanções e pressionar pela anistia ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. O ex-titular do Executivo está sendo julgado no STF por uma suposta tentativa de golpe de Estado.
Em entrevista à rádio Itatiaia, nesta sexta-feira (29/8), o atual chefe do Planalto afirmou que Eduardo mente e não pode continuar exercendo o mandato de fora do país.
“Ele [Eduardo Bolsonaro] não pode exercer o mandato dele [fora do Brasil]. Eu já falei com o presidente [da Câmara dos Deputados] Hugo Motta, já falei com vários deputados, de que é extremamente necessário cassar o Eduardo Bolsonaro, porque ele vai passar para a história como o maior traidor da história desse país. Aliás, um dos maiores traidores da pátria do mundo”, disse o presidente.
Nessa quinta-feira (28/8), o Eduardo protocolou um ofício solicitando autorização para exercer o mandato à distância. O pedido ocorre porque a licença parlamentar de 120 dias concedida a Eduardo venceu em 20 de julho. Desde então, o parlamentar passou a acumular faltas não justificadas, já que não retornou ao Brasil para reassumir suas atividades presenciais.
“Durante o período de Carnaval, viajei aos EUA levando apenas uma pequena mala, em caráter predominantemente privado. Ainda no curso dessa viagem, surgiram notícias de que minha atuação internacional estava incomodando a ponto de se cogitar a cassação de meu passaporte e a imposição de outras medidas restritivas. Certo de que não poderia correr o risco de interromper esforços diplomáticos tão relevantes, decidi permanecer em território norte-americano em licença não remunerada, direito assegurado a qualquer parlamentar”, justificou Eduardo.