sábado , 7 fevereiro 2026
Lar Cidade Traficantes escondem drogas em pirarucu para driblar cães farejadores
Cidade

Traficantes escondem drogas em pirarucu para driblar cães farejadores

O crime organizado usa todo tipo de artifício para transportar cocaína pelos rios amazônicos em segurança, para diminuir o risco de flagrante. Entre as estratégias adotadas, traficantes se aproveitam dos carregamentos de pirarucu, uma das iguarias da região, para despistar cães farejadores e conseguir atingir o destino.

Depois que se retira as vísceras, o pirarucu é disposto em lâminas ou mantas, entre camadas de gelo. A cocaína viaja sob o carregamento, o que dificulta o farejamento dos cães treinados pela Polícia Militar. Dessa maneira, o tráfico consegue escoar a produção de cocaína pelos rios amazônicos.

1 de 51

Barco cruza o Rio Javari, no Amazonas

William Cardoso/Metrópoles

2 de 51

PM pilotando barco no Rio Solimões, em Tabatinga (AM)

William Cardoso/Metrópoles

3 de 51

Militares em Benjamin Constant (AM), no Rio Javari

William Cardoso/Metrópoles

4 de 51

Pichações em área de atuação do Comando Vermelho, em Letícia, na Colômbia

William Cardoso/Metrópoles

5 de 51

Embarcação no Rio Javari, no Amazonas

William Cardoso/Metrópoles

6 de 51

Porto de Benjamin Constant, no Amazonas

William Cardoso/Metrópoles

7 de 51

Embarcação em rio da Amazônia

William Cardoso/Metrópoles

8 de 51

Porto de Benjamin Constant, no Amazonas

William Cardoso/Metrópoles

9 de 51

Embarcação no Rio Javari, em Benjamin Constant

William Cardoso/Metrópoles

10 de 51

Porto de Benjamin Constant, no Amazonas

William Cardoso/Metrópoles

11 de 51

Embarcação em rio amazônico

William Cardoso/Metrópoles

12 de 51

Imagem mostra embarcação em Tabatinga (AM)

William Cardoso/Metrópoles

13 de 51

Embarcação no Rio Javari

William Cardoso/Metrópoles

14 de 51

Serraria na margem peruana do Rio Javari

William Cardoso/Metrópoles

15 de 51

orto de Benjamin Constant, no Amazonas

William Cardoso/Metrópoles

16 de 51

Porto de Benjamin Constant, no Amazonas

William Cardoso/Metrópoles

17 de 51

Barco no Rio Javari, no Amazonas

William Cardoso/Metrópoles

18 de 51

Barco ambulância no Rio Javari, no Amazonas

William Cardoso/Metrópoles

19 de 51

Tenente-coronel Castro Alves, em embarcação no Rio Javari

William Cardoso/Metrópoles

20 de 51

Pistola de policial no Rio Javari, no Amazonas

William Cardoso/Metrópoles

21 de 51

Arco-íris sobre o Rio Javari, em Atalaia do Norte

William Cardoso/Metrópoles

22 de 51

Embarcação no Rio Javari, em Atalaia do Norte (AM)

William Cardoso/Metrópoles

23 de 51

Indígena ferido por ferrão de arraia em Atalaia do Norte (AM)

William Cardoso/Metrópoles

24 de 51

Índigena sendo socorrido em Atalaia do Norte (AM)

William Cardoso/Metrópoles

25 de 51

Rua do porto em Atalaia do Norte (AM)

William Cardoso/Metrópoles

26 de 51

Pescador mostra piranha no mercado municipal, em Atalaia do Norte (AM)

William Cardoso/Metrópoles

27 de 51

Quadro de distâncias e tempo de viagem em barco rápido na Prefeitura de Atalaia do Norte (AM)

William Cardoso/Metrópoles

28 de 51

Garrafas com gasolina à venda, em Atalaia do Norte (AM)

William Cardoso/Metrópoles

29 de 51

Barco da PM no Rio Javari, no Amazonas

William Cardoso/Metrópoles

30 de 51

Cemitério em Atalaia do Norte (AM)

William Cardoso/Metrópoles

31 de 51

Fachada de igreja em Atalaia do Norte, no Amazonas

William Cardoso/Metrópoles

32 de 51

Esculturas de peixes em Atalaia do Norte, no Amazonas

William Cardoso/Metrópoles

33 de 51

Letreiro em Atalaia do Norte, no Amazonas

William Cardoso/Metrópoles

34 de 51

Garrafas com gasolina à venda, em Atalaia do Norte (AM)

William Cardoso/Metrópoles

35 de 51

Família em moto em Atalaia do Norte (AM)

William Cardoso/Metrópoles

36 de 51

Casa de apostas em Atalaia do Norte (AM)

William Cardoso/Metrópoles

37 de 51

Tuc-tuc em Letícia, na Colômbia

William Cardoso/Metrópoles

38 de 51

Fronteira entre Brasil e Colômbia

William Cardoso/Metrópoles

39 de 51

Fronteira entre Brasil e Colômbia

William Cardoso/Metrópoles

40 de 51

Pichações em área de atuação do Comando Vermelho, em Letícia, na Colômbia

William Cardoso/Metrópoles

41 de 51

Policial colombiano diante de porto em Letícia, na Colômbia, com vista para a ilha de Santa Rosa, no Peru

William Cardoso/Metrópoles

42 de 51

Pichações em área de atuação do Comando Vermelho, em Letícia, na Colômbia

William Cardoso/Metrópoles

43 de 51

Fronteira entre Tabatinga (BRA) e Letícia (COL)

William Cardoso/Metrópoles

44 de 51

Policiais militares e cães farejadores em Tabatinga (AM)

William Cardoso/Metrópoles

45 de 51

Presídio em Tabatinga, no Amazonas

William Cardoso/Metrópoles

46 de 51

Divisa entre Tabatinga (BRA) e Letícia (COL)

William Cardoso/Metrópoles

47 de 51

Humberto Freire, da PF, em Manaus

William Cardoso/Metrópoles

48 de 51

Teatro Amazonas, em Manaus

William Cardoso/Metrópoles

49 de 51

Mario Sarrubo

William Cardoso/Metrópoles

50 de 51

Porto em Manaus, no Amazonas

William Cardoso/Metrópoles

51 de 51

Pichação do Comando Vermelho em Manaus, no Amazonas

William Cardoso/Metrópoles

Na Amazônia, a pesca ilegal e outros crimes ambientais caminham lado a lado com o tráfico de drogas, até por usarem as mesmas rotas logísticas, que são os rios da região.

Em espigas de milho, carregamentos de cebola ou banana, dentro de tanques de combustível ou de ar condicionado. Tudo serve como disfarce para a cocaína que cruza o Norte do país. Um dos métodos mais eficazes para se “muquiar” a droga é sob os seixos (pedras de rio), dentro de embarcações.

Barcos com fundos falsos ou até mesmo com compartimentos sob os cascos também são usados pelo crime.

Outra estratégia dos criminosos é traficar cocaína dentro dos botijões de gás, que cruzam o Rio Solimões em cima de grandes embarcações para abastecer cidades inteiras e até mesmo as comunidades ribeirinhas.

Em uma dessas situações, policiais receberam a informação de que determinado barco trazia consigo cocaína em parte dos botijões. Depois de usarem um cão farejador, conseguiram encontrar a droga. Curiosamente, ao apertar a válvula, saía gás. A cocaína estava somente na parte inferior.

A carga foi escoltada até Manaus, onde 200 alunos do curso de formação da PM retiraram todos os botijões. A carga foi levada até uma empresa que, em segurança, separou a cocaína. Era um carregamento de uma tonelada.

Convergência

Secretária Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), Marta Machado afirmou durante o Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), em Manaus (AM), que o crime organizado fez com que o órgão do governo federal recuasse diante da possibilidade de apoiar a iniciativas relacionadas ao pirarucu.

“A gente até iria trabalhar com incentivo à cadeia do pirarucu. Mas a gente deu um passo atrás justamente pela vulnerabilidade das pessoas que estavam ali e tinham, inclusive, medo de se envolver por conta do crime organizado”, afirma. É frequente a cooptação de ribeirinhos e indígenas pelos traficantes.

Marta diz que o pirarucu tem uma forte convergência com o tráfico. “Tem vários casos do peixe sendo transportado com a droga dentro. É um cenário muito complicado de convergência de crimes. Crimes ambiental, garimpo, desmatamento, tráfico de fauna com narcotráfico” afirma.

Segundo a secretária, os caminhos usados para escoar a produção do peixe são também compartilhados por narcotraficantes.

Artigos relacionados

Fagner volta a Brasília, lugar onde tudo começou, em 24 de outubro

Raimundo Fagner, dono de uma voz “rascante e inconfundível”, tem uma história...

Terremoto de magnitude 7,6 atinge Filipinas e gera alerta de tsunami

Um forte terremoto de magnitude 7,6 atingiu o sul das Filipinas na...

Procuradora que processou Trump é alvo de investigação federal nos EUA

A procuradora-geral de Nova York, Letitia James, foi acusada de fraude bancária...

Vídeo: filho mantinha mãe idosa em condições insalubres há 15 anos

Agentes da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) resgataram, nesta quinta-feira (9/10),...