sexta-feira , 27 fevereiro 2026
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Líder diz que oposição não chegou a acordo com Motta e que permanecerão no plenário da Câmara


Oposição pernoita na Câmara após prisão de Bolsonaro
O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Luciano Zucco (PL-RS), afirmou nesta quarta-feira (6) que o grupo não chegou a um acordo com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e que permanecerá ocupando o plenário.
“Tivemos uma reunião com o Hugo Motta sem resultados. Uma reunião de muito respeito, mas de posicionamento. Estamos confirmando e reafirmando que não sairemos do plenário até que haja uma definição sobre as pautas que os senhores já sabem”, afirmou Zucco após a reunião.
Deputados de oposição estão ocupando a Mesa Diretora da Câmara – local de onde o presidente comanda as sessões do plenário – e uma das condições para que eles deixem o espaço é que o projeto que anistia os envolvidos na trama golpista seja pautado.
Nesta tarde, Motta recebeu parte dos integrantes da oposição na Residência Oficial da Câmara, mas não conseguiu um acordo para encerrar o protesto e desobstruir o plenário.
Líderes do PL e da oposição na Câmara, os deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Zucco (PL-RS)
Montagem a partir de fotos de Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
“Só sairemos desse plenário após a anistia pautada. Cabe ao presidente da Câmara e do Senado respeitar a população pelos seus representantes”, afirmou o líder da oposição.
Hugo Motta antecipou seu retorno à Brasília e cancelou uma agenda que teria em Fortaleza (CE) nesta quarta-feira (6) após protestos e obstrução de deputados da oposição.
A oposição ao governo anunciou obstrução dos trabalhos no Congresso Nacional devido à prisão domiciliar decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na segunda-feira (4).
Além da ocupação do plenário da Câmara, presidentes de partidos de centro-direita se articulam para reagir à decisão de Moraes no processo em que Bolsonaro é investigado.
‘Pacote da paz’
A oposição condiciona uma eventual desocupação do plenário com a pauta de três propostas: a anistia, o impeachment de Moraes e o fim do foro privilegiado.
Senadores e deputados afirmaram que entendem que o foro privilegiado tem sido utilizado para “apequenar” parlamentares e submeter congressistas ao Poder Judiciário.
Já o impeachment de Moraes depende de uma decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para ir à votação.
O conjunto de matérias foi apresentado como um “pacote de paz” pelos oposicionistas.
“Vamos, em respeito a todos os que estão presos injustamente, em repúdio ao ministro Alexandre de Moraes, iremos permanecer aguardando esse diálogo mais franco. Não tem dia dos pais, não tem final de semana. Vamos permanecer no plenário”, disse Zucco.

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