segunda-feira , 6 julho 2026
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Presa em Roma, Zambelli deve passar por audiência de custódia nesta sexta


Carlo Zambelli será apresentada à Justiça da Itália na sexta-feira
A deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) deve passar passar por um audiência de custódia na Itália, nesta sexta-feira (1°). Ela está detida no presídio feminino de Rebibbia, a meia hora do centro de Roma.
No procedimento, a Justiça local poderá relaxar a detenção ou dar prosseguimento ao pedido de extradição feito pelo Brasil.
A deputada, que tem cidadania italiana, foi presa em Roma nesta terça-feira (29) pela polícia da Itália.
Ela tinha fugido para o país europeu depois de ter sido condenada pelo STF a 10 anos de prisão no caso da invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Antes, passou pelos Estados Unidos.
Foto de arquivo de 15/05/2025 da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) durante uma coletiva de imprensa na sede de seu partido no bairro de Moema, na zona sul da cidade de São Paulo.
Felipe Rau/Estadão Conteúdo
AGU acompanha o caso
Nesta quinta (31), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que a Advocacia-Geral da União (AGU) acompanhe e tome providências sobre a extradição da deputada para o Brasil.
Com isso, a órgão do governo brasileiro vai acompanhar o processo e pode informar, na tramitação da ação penal, sobre o andamento da extradição.
O Brasil já deu entrada formal no pedido de extradição da deputada para que ela cumpra a pena de prisão em solo brasileiro.
O advogado de Carla Zambelli declarou que vai trabalhar para que ela não seja extraditada.
Caso o pedido de extradição seja aceito, Zambelli disse ainda que vai pedir para cumprir pena na Itália. Segundo advogados consultados por ela e autoridades brasileiras, esse é um processo longo, que deve durar de seis meses a um ano e meio.
O que acontece após a prisão de Zambelli
Prisão na Itália
Carla Zambelli estava morando com o pai em condomínio, a 20 km do centro de Roma. A visita de parentes teria ajudado a revelar o seu esconderijo.
A Itália pode extraditar seus cidadãos com base em tratados bilaterais ou internacionais. No caso do Brasil, há precedente.
Em 2015, a Justiça italiana autorizou a extradição do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato – que também tem dupla cidadania.
Ele tinha fugido para a Itália depois de ser condenado no processo do Mensalão por corrupção, peculato e lavagem de dinheiro.

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