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Tarifaço de Trump: Fazenda estuda ajuda aos setores afetados com o 'menor impacto possível' nas contas, diz secretário


Secretário executivo da Fazenda, Dario Durigan.
Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (22) que o ministério estuda uma ajuda pontual aos setores da economia atingidos pela taxação de 50% que o presidente Donald Trump impôs aos produtos brasileiros.
Segundo Durigan, essa possível ajuda às empresas brasileiras seria feira com o “menor impacto possível” nas contas do governo.
“A gente tem olhado para necessidade de socorrer [as empresas], o que será feito com menor impacto fiscal possível, pontual, e para aqueles que tenham sido afetados. A gente tem feito conversas ainda a serem validadas pelo presidente [Lula]”, disse Dario Durigan.
O secretário-executivo disse que estão trabalhando para receber os setores afetados pelas tarifas e oferecer um plano de contigência para que a economia sofra o mínimo possível com as taxas.
“Olhando o que é possível ser feito, dentro das forças fiscais, orçamentárias, para os mais afetados – de maneira pontual – e dentro de uma serie de critérios”, afirmou o secretário.
Plano de contingência
O chefe da pasta, Fernando Haddad, já havia anunciado que trabalhava em um plano de contingência  para ajudar os setores afetados pelo eventual tarifaço. 
Segundo ele, um grupo de trabalho está trabalhando em opções de ajuda aos setores afetados pelo possível aumento do imposto de importação dos EUA, mas as alternativas ainda não foram apresentadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Em uma situação como essa, a Fazenda se prepara para todos cenários. Temos plano de contingência para qualquer decisão que venha ser tomada pelo presidente da República [Lula]”, acrescentou o ministro da Fazenda.
Ele declarou que esse plano de contingência não necessariamente vai implicar novos gastos públicos.
Haddad lembrou que, por exemplo, na ajuda ao Rio Grande do Sul, houve outros instrumentos além do aumento de despesas, como linhas de crédito.
De acordo com o ministro, mais da metade das exportações atuais aos EUA podem ser direcionadas para outros países, mas “leva um tempo” pois há contratos assinados com as empresas norte-americanas.
“Vamos redirecionar boa parte da produção, mas isso leva tempo. E tem coisas que não tem outros destino possível, pois foi uma demanda de lá. Temos consciência de setor a setor, e estamos trabalhando a nível de empresas. Vamos atuar para minimizar ao máximo essa situação que estamos tendo”, disse o ministro Haddad.

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