quarta-feira , 4 fevereiro 2026
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1º dia de ressarcimento derruba aplicativo do FGC

O aplicativo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) apresentou instabilidade no primeiro dia de pedidos de compensações por perdas financeiras de investidores com a liquidação do Banco Master. Desde este sábado (17) o FGC passou a receber os pedidos de ressarcimento de quem tinha dinheiro aplicado no banco.

Ao G1, por meio de sua assessoria de imprensa, o FGC informou que o aplicativo registrou “alto volume de acessos simultâneos”, o que afetou a “disponibilidade aos usuários”. O órgão informou ter registrado mais de 140 mil acessos.

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Investidores que tinham fundos aplicados em CDBs e outros títulos com proteção devem baixar o app e manifestar o interesse em receber os valores investidos, além de indicar uma conta para receber os recursos. As aplicações estão com rendimentos congelados desde o dia 18 de novembro, data da liquidação. O FGC disponibilizou o e-mail atendimento.credores@fgc.org.br para sanar dúvidas.

Relembre o escândalo

A instituição financeira foi alvo de uma investigação que resultou em sua liquidação em novembro do ano passado. Seu proprietário, o banqueiro Daniel Vorcaro, continua a ser investigado pela Polícia Federal (PF).

A equipe interna do Master repassou ao liquidante do banco — a empresa EFB Regimes Especiais, responsável por administrar o encerramento das atividades — a lista de credores e os valores devidos, respeitando o limite de R$ 250 mil por CPF.

Maior desembolso da história do FGC

Cerca de 800 mil pessoas têm direito ao ressarcimento de valores depositados ou investidos no Master (embora o número inicial tenha sido estimado em 1,6 milhão). Segundo o FGC, o montante pode chegar a quase R$ 40,6 bilhões — o maior pagamento de garantias já realizado na história da instituição. O volume é tão expressivo que equivale a um terço das reservas atuais do fundo, estimadas em R$ 122 bilhões.

Até então, o maior desembolso do fundo havia ocorrido na falência do Bamerindus, em março de 1997. Na época, o total foi de R$ 3,7 bilhões — o equivalente a cerca de R$ 19,9 bilhões em valores corrigidos. Esse caso também detinha o recorde de clientes indenizados: 3,9 milhões.

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